terça-feira, 4 de outubro de 2022

QUANDO NÃO OUVIMOS A VOZ DO BOM SENSO



https://youtu.be/PiF34RzK6ZQ

 “dizendo: — Senhores, vejo que a viagem vai ser trabalhosa, com dano e muito prejuízo, não só da carga e do navio, mas também da nossa vida. Porém o centurião dava mais crédito ao piloto e ao mestre do navio do que ao que Paulo dizia.” (Atos 27:10,11)

 

Neste momento da história, o apóstolo Paulo está sendo escoltado até Roma para apresentar a sua defesa diante do imperador, contra as acusações que lhe foram feitas pelos religiosos opositores da fé em Cristo. Paulo percebe – seja pelo Espírito ou pela simples observação – que a viagem de navio naquele momento seria perigosa e com grandes prejuízos. O centurião não lhe deu ouvidos e preferiu seguir navegação confiando no que dizia os mestres do navio. O resultado só não foi mais desastroso por causa da intervenção divina.

 

Por vezes, pode ocorrer em nossas vidas coisas semelhantes. Teremos diante de nós dois diagnósticos: o dos técnicos e especialistas, que são treinados e preparados para isso mesmo e a percepção espiritual por meio de observações ou dos sentidos mais aguçados. Via de regra, a voz do bom senso é a segunda, e, quando escolhemos outras, poderemos sofrer amargos resultados. Dos dois diagnósticos, um não é ruim e o outro bom, não é isso, porém, devemos exercer e treinar o nosso discernimento quando estivermos frente a esse tipo de encruzilhada, a fim de tomarmos a melhor decisão. O segredo é o discernimento.

 

Carlos Carvalho, Prof., Bp.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Perspectivas escatológicas em tempo de Tabernáculos

 


 

Neste mês de setembro de 2022 começou o ano novo judaico de 5.783. isso significa que para a tradição deste povo, o primeiro homem, Adão, foi criado pelo Eterno há 5.783 anos atrás. Independente do que a ciência da datação nos conta, visto que esta é muito falaciosa e repleta de imaginações, evidências arqueológicas sugerem datas semelhantes para a existência do homem inteligente e socialmente organizado como conhecemos. Isso é um fato praticamente inquestionável.

 

Se considerarmos essa tradição espiritual como tendo um pano de fundo de verdade bem concreta e coerente, e também levando em consideração profecias acerca do milênio prometido, que podem ser encontradas nos profetas (por exemplo Isaías 65 e 66) e também nos textos do Novo Testamento (como em Apocalipse 20), entre outras semelhantes, significa, por esses termos, que faltam 217 anos apenas para a entrada de um novo milênio, o ano 6.000.

 

Sendo a promessa e a espera pelo milênio algo real, portanto, neste exato momento, temos 210 anos para que as profecias da Nova Aliança sobre a Tribulação, o Anticristo e o julgamento das nações ocorram, levando em consideração que esse período seja de 7 anos.

 

Usando essas mesmas métricas proféticas e escatológicas, sendo elas o reflexo de uma possível verdade a ocorrer, fazendo um exercício mental e espiritual, é também coerente dizer que este é o tempo que nos resta (cerca de 210 anos, não necessitando ter precisão neste ponto) para cumprirmos uma profecia paulina que nos foi deixada em 2 Tessalonicenses 2:6-7, que sempre me intrigou. Independente de quem seja quem impeça a manifestação do poder total das forças das trevas e do Anticristo, se é a Igreja ou o Espírito Santo (ou ambos), o fato é que pouco tempo nos resta para fazermos real resistência ao domínio do Mal no mundo, por meio de seus enganos, sistemas e seus súditos. Portanto, despertem povo do Senhor, resistam!

 

Por isso é que se diz: "Desperte, você que está dormindo, levante-se dentre os mortos, e Cristo o iluminará." (Efésios 5:14)

 

Sejam sóbrios e vigilantes. O inimigo de vocês, o diabo, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. Resistam-lhe, firmes na fé, certos de que os irmãos de vocês, espalhados pelo mundo, estão passando por sofrimentos iguais aos de vocês. (1 Pedro 5:8,9)

 

Falei essas coisas para que em mim vocês tenham paz. No mundo, vocês passam por aflições; mas tenham coragem: eu venci o mundo. (João 16:33)

 

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. (1 João 5:4)

 

"Shaná tová umetuká", ou seja, um ano bom e doce!

 

Carlos Carvalho, Prof., Bp.

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quinta-feira, 22 de setembro de 2022

AS ESCRITURAS E A POLÍTICA




 

Não quero ater-me a questões de teoria política, geopolítica, partidarismos ou de conceituações modernas sobre a política propriamente dita. Quero simplificar a coisa, pois, acredito piamente que podemos ser profundos, mas igualmente simples (mas não simplórios).

 

Ouvi há alguns anos que a política é a gestão do contraditório, e, penso que esta frase é perfeita para descrever o fenômeno político no ser humano e nas sociedades. Também advogo a ideia de que todos fazemos política em certo sentido, e que, não podemos nos abster deste fato no dia a dia, seja nas conversas, nas opiniões ou nas tendências que adquirimos ao longo de nossa vida. Somos seres políticos, assim como somos seres sociais e seres religiosos. É o que somos.

 

Os cristãos ou conhecedores das Escrituras Bíblicas, frequentemente – principalmente em época eleitoral – deparam-se com as questões da fé e da política, da Igreja e do Estado. Via de regra, ou tenta-se justificar com várias manobras exegéticas a política hoje ou pela mesma leitura, demonizá-la ou proibi-la no seio da Igreja. Desejo tentar um outro caminho de abordagem, que me parece esquecido ou deliberadamente posto ao lado, por parte da maioria de nós.

 

Com exceção de partes da Torah, todos os textos das Escrituras foram construídos sob o sistema de governo monárquico, seja despótico ou imperial, seja sob monarquias mesmo. Portanto, de Juízes à Apocalipse (na ordem das Bíblias protestante e católica), todos os escritores bíblicos, incluindo os profetas da Antiga Aliança, viveram debaixo de um tipo de governo monárquico ou imperial. Aqui está o problema: até o Novo Testamento está debaixo desses sistemas, mesmo quando ele anuncia e prega um Reino divino no mundo dos homens, presente em suas mentes e corações, ou futuro, num milênio e novos céus e nova terra. O sistema de governo monárquico é o único sistema de governo da Bíblia. Nas Escrituras não existe democracia, pelo menos não como sistema de governo humano.

 

Ora, como cristãos e como pessoas que vivem no mundo nos últimos cinco séculos, fomos apresentados à Democracia, como um sistema de governo humano, senão o melhor, o menos pior, na perspectiva de quem o apresenta, contudo, esse sistema é claramente novo. Por isso é extremamente necessário fazermos separações conceituais e práticas, como homens e mulheres de fé. Isso porque, se as Escrituras não previam a Democracia, nós vivemos, no Ocidente principalmente, em regimes ditos democráticos, cada um com o seu estágio de maturação. Isto posto, as Escrituras como um todo, não proíbem a participação das pessoas de fé em cargos públicos ou em cargos políticos, ao contrário, é nitidamente percebido que qualquer pessoa pode e deve se inteirar ou participar da vida pública, se seu status social assim o permitir.

 

Ora, qual é a real distinção a ser feita? Enquanto crentes nas Escrituras inspiradas, sabemos que o único, benéfico, vindouro e perfeito sistema de governo projetado por Deus é a monarquia. Claro está que essa monarquia será exercida somente por um: O Messias. Isso será assim, pelo simples fato de que Ele é o Único Monarca perfeito de Deus para a humanidade, que a governará com justiça e equidade. Mas aqui estamos falando de profecias e promessas divinas, as realidades neste momento histórico são outras: vivemos em regimes ditatoriais, fundamentalistas ou democráticos.

 

E por causa desta realidade histórica, no nosso caso, no Ocidente, a Democracia é o que temos como sistema de governo de nossos povos. Com todos os defeitos, de fato é o menos pior, em se tratando dos seres humanos governarem-se a si mesmos. O que fazemos então, como pessoas de fé? Viveremos na esperança futura daquilo que o Eterno nos prometeu em seu Cristo, aguardando a perfeita Monarquia, e participamos normalmente e ativamente da vida em sociedade, pública e política que a Democracia nos permite e nos convoca. Sejamos cidadãos do Céu e da terra, mesmo sabendo que nossa “morada” aqui não é permanente. Porém, devemos nos aprofundar um pouquinho mais.

 

Em conclusão, como cidadãos do Céu e também da terra, porque não somos vocacionados para destruir as nações, mas para evangelizá-las, ao participar da vida pública e política com consciência, devemos ter o desejo de que a nossa influência seja concreta, até no sentido de propor leis e ações que beneficiem a população como um todo, e não somente a cristã. Se vamos participar da vida na sociedade, vamos como seres humanos que desejam o melhor para o seu próximo, não como religiosos ou partidários, que almejam somente o bem mesquinho de um grupo específico.

 

Quando na oração do Pai Nosso, o Senhor Jesus nos ensinou para pedirmos que o Reino de Deus venha para a terra e a vontade do Altíssimo seja feita aqui, assim como ela é perfeitamente realizada nos céus, Ele nos deixou um legado social e político também. Quando, como pessoas de fé, oramos, agimos, participamos e legislamos sob os princípios deste Reino espiritual, estamos fazendo o melhor que uma pessoa poderia fazer pelo seu próximo, porque a vontade de Deus é “boa, perfeita e agradável” (Aos romanos, 12:3). E se as autoridades (ou as funções de autoridade) são “de Deus” (ou têm a sua fonte e origem em Deus - Aos romanos, 13), os cargos e as funções, num mundo democrático podem ser exercidos também pelas pessoas de Deus.

 

 É certo que a vontade de Deus para os seres humanos é boa, perfeita e agradável – não as vontades equivocadas, distorcidas e falsas de pessoas que usurpam ou usurparam a vontade de Deus na História. Sendo assim, ao tentarmos influenciar as decisões executivas, legislativas ou judiciais, fundamentados nos princípios desta vontade divina que conhecemos previamente, não estamos tentando “impor” uma religião ou a vontade da “maior” força religiosa, mas, evidentemente desejamos, e deveria apenas ser desta maneira, o melhor dos mundos para todas as pessoas, pois, Deus quer o melhor para elas, independente de crerem nEle ou não (leia as palavras de Jesus em Lucas 6:35).

 

Aqueles que se dizem de nosso meio, todavia, pensam e agem diferente, não os defendemos, tampouco, os avalizamos. Não comungamos com os que se dizem cristãos, mas ofendem a moral e a ética divina expostas claramente nas Escrituras. Neste sentido, igualmente, não apoiamos partidos ou sistemas humanos transitórios, mas apoiamos e defendemos ideais e ideias superiores e virtuosas, como liberdade, justiça real, fraternidade, direitos humanos essenciais, prosperidade de todos, paz, segurança e o melhor bem-estar possível para todas as pessoas.

 

Carlos Carvalho, Prof., Bp.

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terça-feira, 20 de setembro de 2022

BUSCAMOS MUDANÇAS, NÃO CULPADOS!



 

Frequentemente buscamos culpados para as mazelas da vida, da sociedade e do mundo no qual vivemos. É parte da natureza caída do ser humano, e, neste sentido, bem normal, desviar sistematicamente, ao longo da vida, o seu olhar para aquilo que está fora de si, para o outro. Na busca por soluções gerais, via de regra, se culpa o outro e jamais olha primeiro para a própria contribuição pessoal que estabeleceu o “mal” ou a “injustiça” que vê. Vitimizado em si mesmo, como um dependente químico, todos os dias discursa a si e ao mundo, na tentativa de convencer os demais, que eles é que são os culpados por tudo, sem que antes, dê o devido crédito por sua parcela particular de “maldade”.

 

Buscar mudanças benéficas para si mesmo, para o próximo e para o mundo é extremamente mais produtivo e libertador, um real catalisador de bem aventuranças pessoal.

 

“Por que se queixa o homem? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.” (Jeremias, o Profeta, em suas Lamentações, 3:39)

 

C.K. Carvalho, Prof., Bp.

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quarta-feira, 14 de setembro de 2022

O SISTEMA


 

 

“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” (João, apóstolo em sua primeira carta, capítulo 5, verso 19)

 

A palavra grega usada neste texto para “mundo” é a mesma utilizada para o mundo criado por Deu, porém, neste caso, deve ser compreendida de outra maneira: como o sistema (uma ordem de coisas) do mundo, o mundo rebelde, o mundo que participa da maldade cósmica. Este mundo está debaixo do controle das forças das trevas e habita em seus domínios. Como esse sistema se manifesta no mundo criado por Deus?

 

1)      Como uma “matrix”, uma imagem falsa que oculta a realidade dos poderes opressores.

2)      Por meio de um sistema de governo humano ímpio.

3)      Através das falsas religiões pagãs e de sistemas de crenças demoníacos.

4)      Por meio de leis injustas que não permitem a verdadeira justiça se estabelecer.

5)      Pela destruição da vida de forma criativa e requintada.

6)      Pelo aprisionamento mental das pessoas mediante o uso massivo de imagens, entretenimento, ideologias, sofismas, mitologia e ilusionismo, que criam um entorpecimento dos sentidos.

7)      Por meio de mecanismos políticos e econômicos que não permitem o enriquecimento pessoal e o pleno desenvolvimento do indivíduo.

 

Como a fé em um Deus Criador e em seu Cristo nos liberta de tudo isso? Essa é uma resposta para uma outra postagem.

 

Carlos Carvalho, Prof., Bp.

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terça-feira, 13 de setembro de 2022

Fazer o que ama, isso não é bobagem!


 

 

A verdade é que, se levarmos a sério os estudos da Inteligência Emocional e do Mindset desde a infância, iremos facilmente perceber que nós aprendemos mais quando temos alguma coisa que nos interessa e com aquilo que nos dá prazer quando nos empenhamos nela.

 

Por causa disso mesmo, não é clichê ou simples frase de efeito dizer às pessoas que elas precisam mesmo é fazer, trabalhar, empreender ou seguir carreira naquilo que verdadeiramente gostam e têm paixão, sem pensar primeiramente nos ganhos. Quando alcançamos excelência no que fazemos os ganhos são as coisas de menor importância.

 

“O homem esforçado dominará, mas o preguiçoso ficará sujeito a trabalhos forçados.” (Provérbios 12:24)

 

Carlos Carvalho, Prof., Bp.

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quinta-feira, 1 de setembro de 2022

COMO “TREINAR” O ESFORÇO


 

 

O esforço é uma capacidade ou uma vontade que brota de nosso interior que é necessária para mudar a vida e romper ciclos negativos. Ele é o mecanismo mental que nos impõe a nós mesmos a decisão que nos determina uma ação concreta. Como podemos “treinar”, ou seja, contribuir para melhorar o nosso esforço?

 

1)     Certifique-se que usou todas as alternativas disponíveis antes de agir. O esforço é para colocar a nossa mente para pensar nelas.

 

2)     Adquira um conhecimento que ainda não possuía. O esforço nos diz para nos mover e aprender mais.

 

3)     Disponha-se a agir conforme falou para si mesmo. O esforço ativado nos diz para avançar ou melhorar todos os dias.

 

4)     Certifique-se que agiu pela fé. Algumas vezes, senão todas, crer ativa o esforço.

 

“Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares.” (YHWH a Josué em Josué 1:7)

 

Carlos Carvalho, Prof., Bp.

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  O QUE ACONTECERIA SE TODOS FOSSEM EMPREENDEDORES E AUTÔNOMOS?   Meu desejo aqui não é “jogar um balde de água fria” em você ou em seu ...